É pena que quando o pano cai vimos tudo a vir atrás dele.
Quando ele cai vimos o trabalho de muitas horas, muitos dias a vir abaixo tambem e a cair no chão sem se espalhar de tão espeço que esta, de tanta coisa que fez que não se consegue separar vimos a esperança de começar de novo a escorrer entre as tábuas que cobrem o chão e a caírem num sub-mundo onde nunca mais as conseguimos agarrar e muito menos ve.las vimos apenas a realidade que se segura numa tábua que esta pendura a fazer força a que tu agarras e vês que princepes, princesas, anões apenas existem nos contos de fadas a força da tábua que tu apanhas é a força que te leva a cair da ilusão/fantasia para a realidade é triste e que tem que ser uma tábua a ver-te ver as coisas e ser ela a única coisa que segura a realidade e veres o "trabalho" de uma vida, o teu suor, verdades,sentimentos a escorrem por entre espaços apenas a ouvir o som de tudo esse género de coisas a caírem consegues ouvir o som graças a profundidade onde eles caem de tal modo que faz um eco, um eco que te entra pelo ouvido e te faz deixar de acreditar em muitas coisas que achavas possíveis.
Quando nos apercebemos daquilo que acabou de cair agachamos-nos e tentamos ver se ainda vamos a tempo de agarrar alguma esperança mas apenas apanhamos com uma corrente gelada que nos faz encher os olhos num pequeno rio, onde pequenas lágrimas começam a cair e se transformam numa pedra de gelo causada pela brisa que vem daquele lugar.
Um lugar frio, gelado onde tudo o que entra de la já não vai mais sair, onde não existe um raio de sol, uma cor clara, apenas uma brisa gelada e uma cor escuro, sem fundo, sem alegria. O lugar onde toda a esperança tinha caído.. sem retorno!
Com um passo de cada vez foi caminhado com medo de uma tábua decidir o meu destino, o destino de cair, de que uma daquelas tábuas fortes se partisse e eu caíssem sem niguem me ajudar, sem ninguem para me apoiar. Tinha medo de cair no esquecimento, naquele escuro longo sem fim, sem fundo.
Caminhava lentamente enrolado no pano que tinha caído para relembrar todas as coisas que tinha passado, todas as memorias que tinha vivido, era como se tivesse a voltar a ver, sentir, ouvir, cheirar tudo mais uma vez.. era como se tivesse voltado atrás no tempo.
O pano ficou preso num pequeno prego que estava espetado numa tábua velha, talvez a tábua mais velha daquele chão, uma tábua negra coberta de ódio, raiva. Essa mesma tábua se rachou e levou com ela o prego nela preso que arrastou o pano que tinha levado as únicas recordações que me restavam, que me faziam voltar a acreditar em tudo, fui atrás do pano, atrás de apenas recordações!!
Caii.....
Cai naquele escuro, sentia aquela brisa gelada a entrar-me na espinha, a congelar-me os dedos dos pés, a tornar as lágrimas do medo em pedras que se colavam ao rosto e me queimavam a pele.
Mas não me interessava o facto de estar a cair, apenas queria apanhar aquele pano ou melhor os bocados que dele restavam, a cada pedaço que deitei a mão era uma recordação diferente, uma palavra que mudava, um som com uma batida distante, mas sempre, sempre o mesmo sentimento, o mesmo rosto, a mesma pessoa.
Esticava a Mao o quanto podia para apanhar todos aqueles bocados e guardava.os no bolso porque sabia que aquele buraco escuro e frio não tinha fundo, então aproveitava para reviver tudo uma vez mais, apenas era nisso que eu pensava em reviver tudo uma vez mais, são apenas memorias ou melhor são as nossas memorias, é um espelho da realidade.
Nessas memorias, recordações havia momentos que jamais vai ser esquecidos, onde me consegui rir e deixar de lado o pequeno rio que se tinha formado no meu olhar, que agora era susbstituido por um sorriso e por algumas gargalhas, gargalhadas que era repetidas, não por mim, mas sim pelo eco que daquele buraco escuro.
Nas gargalhadas havia uma felicidade, talvez tenha sido essa felicidade que me fez parar de descer, e me fez perguntar a mim mesmo o que seria agora. Pensei que fosse o fim e que aqueles bocados que tinha apanhado do pano que tinha caído não fossem mais vistas, nem "vividas", por momentos pensei que fosse isso.
Ao ouvir o barulho de pedaços de pedras a caírem, de me entrarem no olhar, de fechar os olhos por uns momentos...
....
....
As pedras pararam de cair, o pó deixou de se "sentir" no ar. Os olhos começaram a abrir-se devia a uma pequena luz que ia aumentado ao longo que os meus olhos abriam.
Uma sombra meteu-se a frente dessa luz. O que seria??
Historias de uma vida
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A Mudança
Não é apto a pertencer a grupos. Gosta mesmo de uma coisa de cada vez, cada coisa a seu tempo, quando sai com alguém não quer saber de mais ninguém por perto. É assim que sente-se totalmente à vontade. Uma coisa que o deixa muito nervoso é ter que tomar uma decisão. Julga isso muito difícil, e para fugir de toma-las, torna-se teimoso, preguiçoso ou mesmo desligado, tudo não passa de fuga.
Vive para agradar não para ser agradado, um grande defeito que nele existe que com o tempo terá que mudar, com o tempo tudo vai ao lugar, tudo se realiza..
Sonhos pequenos que depois quando pensa neles são grandes problemas que não se resolvem sem luta e muito menos sem esforço, sempre desistiu de coisas que valiam a pena de coisas que queria! Mas algum dia tinha que dar a cara e conseguir enfrentar o que mais temia. Nesse dia ele cresceu, conseguiu mudar. Apenas 17 anos de idade mas a as suas atitudes que o levara a perder tudo conseguiram desculpar-se a si mesmo e cresceu dentro dele uma enorme principio que o ensinou o que estava certo e errado o que devia fazer e o que não devia acontecer. No meio da sua historia conheceu amigos e conhecidos, iludiu-se e desiludiu-se. Amigos são aqueles que nos tiram do fundo do poço caso estejamos lá, que nos ajuda quando precisamos, conhecido é aquele que fala connosco quando precisa de alguma coisa, quando lhe convêm. Descobrimos que a vida é feita de etapas e que cada uma é um obstáculo maior que o anterior.
Agimos quando devíamos apenas sentir, e sentimos quando devíamos agir, dificultamos aquilo que é simples e facilitamos aquilo que é difícil de mais é a rotina de um ser humano.Normalmente quando nos apercebemos dos erros já é tarde, já foram feitas escolhas, tomadas decisões e erros cometidos.
Percebeu o que há muito tempo evitava, percebeu que quando perdemos uma coisa é quando sentimos mais a falta dela, e depois é tarde.. fazemos o que fazemos para que tudo volte a acreditar e no que resulta?
São esses erros que ele deve pensar e acreditar que é diferente e que conseguiu mudar para não voltar a errar, mas sim para conseguir algo melhor, algo que não conseguiu no passado que agora tem a hipótese de conseguir mas não tem oportunidade.
Dia 14 de Julho de 1992 nasceu um guerreiro não da guerra mas da vida, um rapaz de que a força dele vem da união que existe entre os amigos, com o apoio de pessoas que vivem com ele, que estão com ele, a essas pessoas ele tem que agradecer, não só a vida mas a força que tem para conseguir arriscar tudo no que quer.
Uma pessoa que esta sempre bem disposta que guarda muito bem qualquer problema que tenha através do seu sorriso, risota, gargalhadas e piadas é assim que ele consegue levar a vida, sempre na brincadeira.
Neste momento é uma pessoa que esta a conseguir alcançar objectivos, coisas que quer, coisas para o qual te lutado e esforçado, amigos que tem recuperado aos poucos que há muito tempo os "perdera" e que agora os tem de volta apenas com as palavras sinceras em como é verdade que ele mudou que ele é diferente, que cresceu.
Pode ser uma pessoa sempre a brincar, sempre bem disposta, um pouco gozão mas sempre na brincadeira, mas também é uma pessoa capaz de ajudar quem precisa e quem ele sabe que mais tarde o consegue ajudar também, não é pessoa de dar e esperar por receber, a única coisa que ele espera receber em troca de ajuda é a amizade e lealdade das pessoas, aprendeu muito ao longo de 17 anos e ainda vai aprender mais, vai cometer erros para com eles aprender mas os mesmos não os comente pois com eles já aprendeu e já conseguiu lidar com eles!
Um rapaz complicado de entender mas fácil de falar.
SOU EU!!
" Temos pequenos pormenores na vida que acabam por serem grandes momentos, pois a nossa historia quem a traça somos nós!! "
Ela
Conheçemo-nos no meio das pedras, numa nuvem de pó, dentro de um rectângulo e quatro linhas, com dois sentidos.
Aprendi muitas coisas, e meti em praticas todas elas que aprendi e nunca me esqueço que tives-te presente, tives-te sempre ao meu lado, sempre a dares-me apoio.
Muitas das vezes fizeste-me sorrir, conseguis-te fazer-me feliz, conseguis-te meter-me a chorar, a chorar de alegria e satisfação, nao só por te ter mas porque foi contigo que eu passei esse momento.
Mas...
Tambem já me fizes-te sofrer, fizeste-me acreditar em muitas coisas que eram possíveis e que se tornaram impossíveis, mas e por isso que trabalhamos juntos, para sermos perfeitos um para o outro, para conseguir-mos ser um para o outro, mais ainda do que aquilo que já somos.
Nunca te deixarei romper, como acredito que tu nunca deixarás eu ir abaixo ou mesmo desistir, somos uma força juntos, a esperança um do outro.
Podes nao passar de um simples objecto, um objecto a que eu dou o nome de “Bola”, mas acredita que o meu sentimento por ti nao é de um objecto, é de uma amiga, de uma vida, de união.
Temos uma aliança, uma vida longa pela frente, podemos nao ter um futuro promissor mas teremo-nos sempre um ao outro.
Obrigado!!
Por vezes das-me alegrias, por outras das-me desgostos, mas serás sempre uma paixão, um sonho, uma realidade. Tens inúmeros nomes, inúmeras marcas, inúmeros feitios, mas nasces-te e foste criada com um único objectivo: Fazer-me feliz, fazer-me esquecer o que acontece fora dessas quatro linhas e apenas pensar na melhor forma de te tratar, de cuidar de ti, de saber o que tu queres e o que eu quero.
Não te conheço a muito tempo, mas o tempo suficiente para dizer que já não vivo sem ti, que já fazes parte do meu dia a dia, da minha rotina de vida, o suficiente para saber a melhor maneira de te chamar, de conviver contigo, de seremos os dois felizes.
Não interessa o símbolo que represento ou as cores que uso o meu amor por ti vai ser sempre igual, vou-te tratar sempre da mesma maneira, com a delicadeza que mereces e compreensão. Consegues ajudar-me sempre quando preciso, acalmar-me quando estou nervoso ou ansioso, consegues fazer com que eu dê nas vistas, pela positiva.
Sei que por vezes te trato mal mas é sem querer, por vezes não consigo deixar lá fora o que me acontece no dia a dia e sei que acabas por sofrer e pagar por essa raiva mas tambem sei que no fundo tu compreendes e que me desculpas sempre é por isso que te considero uma amiga, podes nao passar de um simples objecto mas és o objecto que eu admiro, e que dedico 100% de mim, és das poucas ou a única coisa que me faz rir e nao, nao é aquele sorriso forçado e aquele sorriso de alegria e de felicidade.
Muitas das vezes fizeste-me sorrir, conseguis-te fazer-me feliz, conseguis-te meter-me a chorar, a chorar de alegria e satisfação, nao só por te ter mas porque foi contigo que eu passei esse momento.
Mas...
Tambem já me fizes-te sofrer, fizeste-me acreditar em muitas coisas que eram possíveis e que se tornaram impossíveis, mas e por isso que trabalhamos juntos, para sermos perfeitos um para o outro, para conseguir-mos ser um para o outro, mais ainda do que aquilo que já somos.
Nunca te deixarei romper, como acredito que tu nunca deixarás eu ir abaixo ou mesmo desistir, somos uma força juntos, a esperança um do outro.
Podes nao passar de um simples objecto, um objecto a que eu dou o nome de “Bola”, mas acredita que o meu sentimento por ti nao é de um objecto, é de uma amiga, de uma vida, de união.
Temos uma aliança, uma vida longa pela frente, podemos nao ter um futuro promissor mas teremo-nos sempre um ao outro.
Obrigado!!
Necessidade!
Já fui muito magoada e por vezes não confio facilmente no que os teus lábios as vezes me dizem, e quando o que dizes é bom de mais para ser verdade, penso se não será melhor desistir, antes que fique com o coração partido mais uma vez.
Já pensei muitas vezes em desistir de “nós”, daquilo que somos agora, da história bonita que construimos até agora, daquilo que sinto por ti, mas cada vez que me abraças daquela maneira que me faz sentir protegida de tudo o que me possa magoar, só penso que talvez desta vez tudo possa correr tudo bem, que talvez desta vez eu possa finalmente ter o final feliz que por tanto desejei e ansiei. Gosto da maneira como me proteges sem dares por isso, da maneira como me das a mão sem ninguém ver, e como estas sempre pronto a defender-me seja de quem for.
É por isso que eu acredito em ti e no que podemos vir a ser um para o outro, e no que poderemos vir a construir com o tempo que temos pela frente.
Acredito em ti como a muito não acreditava em alguém, e agora tudo o que dizes faz sentido, mesmo que as vezes o medo traga o pior de mim, e faça com que te afastes de mim. Já mo disses-te muitas vezes “gosto muito de ti”, mas nunca acreditava nem tinha coragem para te dizer que o que sentia por ti era igual, mas agora sou capaz de acreditar e de dizer sem medo nem vergonhas, admitir que estou apaixonada por ti e que também gosto muito de ti.
Mas faço-o com reservas ainda, porque sei que mais tarde ou mais cedo, vai haver algo que nos separa.
Isto é a nossa historia, uma historia que não terá um ponto final, uma historia que não terá uma virgula, uma historia sem pontuação pois a nossa historia não é escrita e uma historia real e caso houvesse pontuação, um ponto final era apenas um paragrafo um capitulo que acabou e onde iria outro começar.
Historia é aquilo que escreve-mos, aquilo que contamos. Isto sim é uma historia, um conjunto de palavras que nos caracterizam, que identificam aquilo que sentimos, aquilo que queremos que as pessoas saibam, não precisamos de mostrar com actos podemos mostrar com palavras, podem pensar que são simples palavras mas são palavras sentidas, palavras que saem do nosso coração, sem sequer serem pensadas antes de existirem, no coração onde são frases construídas, onde encontramos o sentidos de uma historia, a força de um sentimento mas... nem tudo pode ser uma historia, historias existem nos contos de fadas, uma historia tem que ser pensada antes de ser vivida.
Isto é a vida real onde tudo acontece sem estarmos a espera, onde sentimentos se soltam apenas porque são mais fortes que nos, onde eles encontram a pessoa que nos protege e sim, não fui eu que te encontrei, foi esse sentimento.. eu apenas te conheci, apenas troquei algumas palavras contigo e alguns gestos que podiam parecer pouca coisa para nos, mas para ele contou muito que ele não aguentava mais e nos juntos.
Um sentimento que começou por ser pequeno, ser apenas mais um grão de areia neste mundo, mas com o tempo foi crescendo, foi nos modificando, foi nos mostrando aquilo que representamos um para o outro, e aquilo que somos agora. Não me interessa o que possa acontecer daqui para a frente, pois vivo no presente, e vivo-o intensamente, contigo sempre a meu lado, a olhar por mim, a cada passo que dou a cada gesto que tomo, a cada decisão que faço, a cada escolha que tomo eu sei, eu sinto que não as faço sozinha que não as tomo sozinha, sei que estarás sempre comigo para me apoiar e para olhares por mim. És o meu protector, és a minha sombra, és a pessoa que eu escolhi para contar todos os meus segredos, para assegurar a minha vida nas tuas mãos. Sei que estas coisas não existem e que não passam de apenas um nome de contos, de historias mas eu considero-te o meu princepe encantado, o único residente do meu castelo, castelo não, do monte de areia que foi construído após cada grão da nossa relacçao, do tempo que dedicamos um ao outro, das coisas que dissemos, daquilo que fizemos e conquistamos o “para sempre” ou “eterno” são palavras, as quais não ligo nem acredito, pois a nada é para sempre ou eterno, a vida mostrou-me isso. Também aprendi que não é o tempo que conta mas sim a intensidade de cada gesto, palavra ou mesmo momento que passamos juntos que contam.
O tempo por si só, só serve para meter ordem e fim as coisas, por isso nem lhe ligo, pois contigo nem o tempo vejo a passar, apenas vejo que cada momento e cada gesto são cada vez mais intensos. Sei que o que temos não vai ser para sempre mas também não lhe meto um tempo nem lhe tento escrever um fim. Isso seria tentar adivinhar o futuro, coisa que felizmente não tenho poder de o fazer.
Sei sim que enquanto a nossa história existir , vai ser construída pelos dois, e não só por mim.
Num simples passeio onde havia apenas eu e a tua presença, um simples passeio pelo campo onde tudo era verde, onde os pássaros se ouviam e o barulho das árvores a mexerem com o balanço do vento, com o odor das plantas, onde descobrimos um caminho, o destino de estar juntos o porque de ser assim, o porque de estar contigo. No meio de todo aquele verde, aquele vento, aquele odor, de sentir as tuas mãos suadas junto das minhas, não sei qual foi o objectivo apenas senti as tuas mãos suadas a escorregarem das minhas, senti uma forte corrente de vento de vinha da relva para cima onde eu ia cair e sentir num chão fofo onde a relva me rodeava, e onde eu parava a olhar para o céu.
Foi nesse momento que a corrente de vento parou, o barulho dos pássaros não se ouvia, e a tua presença tinha desaparecido, nessa altura tudo perdeu a graça que tinha, o sorriso que eu lhe dava, a razão que eu dava para viver, perguntei-me se seria isto o fim, se teria acabado assim. A olhar para o céu todas recordações e memorias vividas com ele naquele momento vieram a minha cabeça, explodiram o meu pensamento, apenas estava triste por ter caído naquilo que era o meu maior medo, perder quem eu gostava, quem eu tinha, apenas isto se reflectia no meu pensamento.
A claridade do sol a bater-me no rosto consegui fechar os olhos por um instante nesse instante uma sombra aproximou-me, abri o olho esquerdo, era o braço dele, o braço e a Mao suada que me ajudara a levantar, ele não tinha saído, não tinha fugido, ele apenas correu para apanhar um ramo de flores, foi dessa maneira que eu acordei daqueles pensamentos que teria perdido tudo, foi dessa força que o meu sorriso voltou, foi com um ramo de flores que ele me conseguiu meter novamente a sorrir e fez esquecer o facto de me ter deixado cair, alias ate foi bom, fez-me recordar o quanto ele era importante para mim, o quanto eu precisava daquelas mãos suadas, daqueles gestos de amor e carinho, apenas ele conseguia compreender isso, apenas eu sabia o quanto isso era importante para mim.
Ao levantares-me senti um enorme alivio, um alivio que veio do peito, ao cheirar o ramos de flores que tinhas dito vi que aquela sombra que me teria levantado, era real que eu tinha razão ao pensar que tu ias ser o meu protector, a minha sombra, que eras a pessoas que eu tinha escolhido.
Apesar de as tuas mãos estarem suadas agarraste-me com força, força essa que eu senti como um aperto a nunca largares-me ou deixares-me partir, então nesse instante te dei um abraço, voltei a sentir o vento fresco que fazia o barulho das folhas nas árvores os pássaros voltaram a cantar, num abraço apertado e sentido, onde as lágrimas caiam e o sopro do vento as congelavam em pedra, pedra essa que ficou no teu ombro que derreteu apenas com o calor que nos unia, com o calor daquele abraço apertado que fazia com que tudo fosse bem real.
Aquele abraço teria sido a certeza de que estava segura, Tao segura que não queria mais largar e ali ficamos durante um bom bocado agarrados, ate que o vento parou de soprar, a luz brilhante estava a desaparecer aos poucos, os pássaros a levantarem voo o verde da relva a ficar cada vez mais escudo. O que se estaria a passar?.. Será que era o fim do mundo ou... ou apenas um sonho tornado realidade? O sonho de puder saber qual era a sensação de ver o por do sol a desaparecer com a pessoa que gostamos.
O vermelho que cobria o sol a bater-me na cara e a reflectir a cor na pele dele, a sua blusa branca a ficar vermelha... Seria isso que estava a acontecer?..
Por um instante voltamos-nos para onde vinho o brilho, ao principio era tudo muito claro pois a pouca luz do por do sol fazia os nossos olhos fecharem-se, a medida que ele ia baixando os nossos olhos iam abrindo, ate que conseguimos olhar para ele, sentimos uma luz em direcção a nos, uma espécie de calor como se todo aquele brilho nos desse vida, se calhar uma forma de entendermos o porque de a natureza precisar tanto do sol, de tal força e brilho.
Sentados num pequeno rochedo vimos o pôr-do-sol a desaparecer por detrás de imensas árvores que faziam sombra numa pequeno arbusto que estava a começar a crescer, que precisava daquele intenso sol para viver. Se as plantas, árvores, insectos precisam de tal intensidade, porque e que nos seres humanos não precisamos também.. foi ai que percebi de onde vinha tanta segurança e tanto amor, era intenso aquilo que havia entre nos, ele era o meu sol e eu o seu pequeno arbusto.
Assinar:
Postagens (Atom)



